MEC reafirma que acaba negociação

O Andes, Proifes e Sinasefe representam a categoria. Só o Proifes aceitou a proposta do governo federal

Brasília. O Ministério da Educação reafirmou ontem a decisão do governo de encerrar a negociação com as entidades de classe dos professores universitários que rejeitaram a proposta de reajuste oferecida pelo governo.


Professores em greve continuam realizando manifestações por todo País para reivindicar reajuste salarial para a categoria FOTO:: AGÊNCIA BRASIL

Segundo o secretário de Educação Superior, Amaro Lins, o acordo foi fechado com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais (Proifes) e será enviado ao Congresso Nacional. O secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marco Antônio de Oliveira, disse que o governo aguarda ainda a adesão à proposta do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica Profissional e Tecnológica (Sinasefe).

“Os termos do acordo estão dados, e vamos sustentar isso no Congresso. O governo não vai mais abrir a negociação, mas estamos abertos à adesão do Andes e do Sinasefe”, disse Marco Antonio de Oliveira, destacando que a proposta garante reajustes entre 25% e 40% para a categoria até 2015 e tem como propósito evitar novas paralisações. O impacto nas contas públicas até 2015 será de R$ 4,2 bilhões. “A intenção do governo é criar um ambiente de estabilidade que dê horizonte de gastos ao próprio governo e aos servidores de reajustes. Nos tempos em que vivemos, de crise econômica, é um reajuste considerável. É óbvio que o governo trabalha com um cenário de diminuição do conflito”, afirmou o secretário Marco Antônio de Oliveira.

O MEC fez um apelo para que os professores retomem as aulas interrompidas há mais de dois meses e façam os calendários de reposição das aulas. Segundo o secretário, cada instituição fará seu calendário, mas o governo irá acompanhar e cobrar a reposição. O governo fechou o acordo com o Proifes, mas secretários do MEC não quiseram falar no racha entre entidades docentes.

Contraponto

A proposta do governo valoriza a titulação (mestrado e doutorado). O Andes defende que se garantam percentuais de reajuste também por tempo de serviço .

Os professores universitários continuam se opondo à proposta do governo e prometem manter a greve até que as reivindicações sejam atendidas. “O governo tomou uma decisão unilateral. Só fizemos quatro reuniões, isso não é negocia”, afirma Marinalva Oliveira, presidente do Andes, com maior representatividade na categoria.

Diário do Nordeste