Com sindicatos divididos, ministério encerra negociação com docentes federais

O governo federal encerrou as negociações com os professores universitários nesta quarta-feira (1º) e vai encaminhar ao Congresso Nacional a proposta feita semana passada aos docentes, cujos pontos principais são um reajuste salarial entre 25% e 40% e redução do número de escalas para se chegar ao topo da carreira, de 17 para 13 estepes.

A oferta foi aceita pelo Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), mas rejeitada pelo Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), o sindicato com maior representatividade da categoria.

“A entidade que aceitou a proposta não representa a categoria docente. (…) Vamos ver quem tem mais força política junto à sociedade”, disse Marinalva Oliveira, presidente do Andes. “O Proifes não é uma entidade que começou agora. É possível chegar a um acordo mesmo que não seja exatamente a que queremos”, rebateu Eduardo Rolim, presidente do Proifes. 
A federação deve assinar nesta quinta-feira (2) o acordo com o Ministério do Planejamento.

Há duas semanas, a pasta fez a primeira oferta, que previa um reajuste mínimo de 12% e impacto total de R$ 3,9 bilhões (dividido entre os próximos três anos). Sem uma resposta positiva dos docentes, o governo fez uma segunda proposta, que aumentou em 7% o impacto total – subiu para R$ 4,18 bilhões.

Na ocasião, o Proifes recomendou às suas seções sindicais que aceitassem a proposta. A entidade representa sete universidades -seis delas estão em greve. A UFSCar já indicou que deve encerrar a greve.

O secretário de Educação Superior do MEC, Amaro Lins, afirmou que os professores “vão perceber que é melhor retomar as atividades e evitar prejuízos futuros”. Ele acredita que já na próxima semana algumas instituições voltem à normalidade.

O Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), que também participa da mesa de negociação, rejeitou a oferta do governo.

Folhapress