Ministra diz que servidores não são prioridade

Para Ideli Salvatti, em tempos de crise, setor privado é prioridade – WILSON DIAS/ABR

Em meio a greves em vários setores do funcionalismo público federal, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou ontem que a prioridade do governo no momento são os trabalhadores da iniciativa privada.

“Nesse momento existe uma avaliação que se deve focar e usar os mecanismos financeiros disponíveis para proteger os mais frágeis. E diante de uma crise econômica, os mais frágeis são os trabalhadores da iniciativa privada, que não têm estabilidade”, afirmou a ministra. 

De acordo com Salvatti, o governo está preocupado com alguns setores, como a indústria automobilística. “É uma situação delicada. Podemos ter a demissão de milhares de trabalhadores.”

Há dois meses, o Governo Federal reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos automóveis como forma de estimular o consumo e evitar cortes nas linhas de produção.

Além de citar a estabilidade do funcionalismo público, a ministra afirmou que todas as categorias de servidores tiveram ao longo dos últimos dez anos reajustes superiores à inflação do período.

“Não que isso não signifique distorções e até injustiças em alguns segmentos. Alguns reconhecidos pela presidente, como quando oferece aos professores reajustes que, na segunda proposta, vão de 25% a 40%. Mas um reajuste de forma ampla e irrestrita não está colocado por questões econômicas”, defendeu.

As declarações foram feitas em Florianópolis, onde a ministra está de folga por três dias.

Além dos professores de universidades e institutos federais, os servidores das agências reguladoras iniciaram greve nesta semana. E os auditores fiscais da Receita Federal estão em operação-padrão desde 18 de junho. (Folhapress)