Docentes avaliam nova proposta

Brasília. O governo federal apresentou ontem a sindicalistas uma contraproposta para reestruturar o plano de carreira dos professores das universidades federais e de instituições de pesquisa, concedendo um reajuste de 25% a 45% ao longo dos próximos três anos. Na oferta feita no último dia 13, esse reajuste variava de 16% a 45%.

Governo propôs um reajuste de 25% a 45% para pôr fim às paralisações dos professores que atingem 92 instituições no País FOTO: FOLHAPRESS

O governo disse ter atendido a uma outra reivindicação da categoria ao concordar em antecipar o aumento que começaria a valer no mês de julho de 2013, de 2014 e de 2015 para o mês de março desses anos.

Integrantes de sindicatos informaram que o impacto no Orçamento com os novos percentuais será de R$ 4,2 bilhões. Antes de ceder às reivindicações, o impacto estimado seria de R$ 3,9 bilhões. O montante é R$ 300 milhões superior.

Os professores deverão dar uma reposta se aceitam ou não a contraproposta do governo até a próxima segunda-feira. A reunião entre governo e professores foi realizada no Ministério do Planejamento.

Para o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a contraproposta mostra recuo do governo em prol do fim da paralisação e descarta novo aumento. O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antônio de Oliveira, dá a entender que essa é a proposta final e que o governo chegou ao “limite” tanto em “critérios de ascensão quanto em valores”.

Avaliação

Representantes das instituições federais de ensino continuam insatisfeitos com a oferta do governo. Segundo a presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, a oferta governamental não teve avanço. “É a mesma essência da proposta anterior, ou seja, não reestrutura a carreira”, reclamou.

A nova proposta será levada às assembleias nos estados. Os professores universitários estão em greve há 69 dias. A paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica no País.

Diário do Nordeste